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segunda-feira, 7 de maio de 2012

"WRY"




Wry é uma banda brasileira de rock alternativo que debutou na cena independente em 1994 tocando no Festival Juntatribo II, em Campinas/SP e sob a influencia de bandas, tais como The Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine, Legião Urbana e U2, gravaram em fevereiro de 1995, a primeira demo-tape intitulada Morangoland e desde então vem fazendo shows pelo Brasil e Inglaterra e lançando álbuns, eps e vinis pelas gravadoras Monstro Discos do Brasil e ClubAC30 Records da Inglaterra.

 O início

 Em 1993, em Sorocaba/SP, a primeira fagulha para o surgimento do Wry é acesa, quando os cinco amigos Mario C. T. Silva (Mario Bross), Luciano Marcello, Flavio Medeiros, Luís O. Costa (Chokito) e Renato Bizar, lêem no jornal O Estado de São Paulo, uma matéria sobre o Festival Juntatribo, onde figuravam várias bandas com nomes em inglês, língua a qual, Mário se sentia mais inspirado para compor na época. Envolvidos pelo modo de vida e pela sonoridade, microfonia e distorção de bandas como The Jesus and Mary Chain e Sonic Youth, em setembro de 1993, resolvem formar uma banda, o Piso Sonoro, mas somente no ano seguinte e com a saída de Flávio é que o projeto se concretiza e assim surge o Wry. Em 1994, com várias músicas compostas e ensaios ainda no começo, recebem a notícia de que Sérgio Vanalli, um dos organizadores do festival Juntatribo (aquele da reportagem do Estado de São Paulo) estava de mudança para Sorocaba, e o melhor, estava selecionando as bandas para a segunda edição do festival. Movidos por aquela chama inicial, fazem amizade com Sérgio e ensaiam incansavelmente durante seis meses com o objetivo de ser uma das bandas selecionadas para a edição de 1994 daquele festival tão inspirador. Mas antes da estréia, em julho de 1994, fazem seu primeiro show da carreira em Santos/SP, indicados ao promotor do evento pelo próprio Sérgio Vanalli. O primeiro passo estava dado.

  Juntatribo

 Ao lado das bandas Garage Fuzz, Killing Chainsaw, Pelvs, brincando de deus, Loop B, Lucrezia Borgia, Relespública, Little Quail, Virna Lisi, Língua Chula, Câmbio Negro e Planet Hemp, o Wry faz a sua estreia em um grande festival e tem seu nome repercutido por todo o Brasil, por meio da cobertura da MTV Brasil, pelos maiores jornais do país e por veículos especializados. Nesse momento o nome Wry começa a fazer parte da cena independente nacional.

  Direct e Morangoland

 A primeira gravação do Wry foi lançada em fita-cassete. Intitulada Morangoland conta com 11 músicas (Somersault, Hawkmoon, Irônica, Wry, Under the Sky, Distortion in My Mirror, Kill me Again, You Kill me Baby, Do You Dance With Me? - ao vivo, Nocturnal e My Bloody Marble). O Jornal O Estado de São Paulo publica a primeira resenha sobre um trabalho da banda. Mas é no palco onde a banda se destaca, recebendo inúmeros elogios pelas performances cheias de energia e assim, seu nome, vai se tornando cada vez mais conhecido, afinal, desde os primeiros lançamentos, são poucas as fases em que não estiveram fazendo shows ou com o pé na estrada. Em 1998, lançam o álbum Direct, a estréia da banda em CD. Produzido por Alejandro Marjanov (responsável pelos hits da banda Os Ostras) conta com 10 músicas: Sleeper, Redshoes, Under the Sky, She Gets Souls, Do You Dance With Me? Give Your Sex, Rocks Like a Little Stones, Distortion, Plumas & Paetês e Nightclub. Sendo duas regravações da primeira fita-cassete. O trabalho é recebido de forma positiva pela crítica especializada em revistas e jornais de todo o Brasil, mas a mais célebre foi publicada no jornal O Estado de São Paulo com o seguinte título: "Wry não esta nem ai para o Caetano", se referindo a escolha do Wry em cantar em inglês, contrariando a nova cena nacional de rock, que surgia na época, onde as bandas misturavam sons tradicionais brasileiros com guitarras distorcidas. Redshoes foi eleita a música de trabalho desse álbum, tendo um videoclipe, dirigido por Cleiner Micceno, (conhecido produtor de "filmes B"), veiculado diversas vezes pela MTV Brasil e por outros programas de música alternativa da TV brasileira. Redshoes é até hoje pedida pelos fâs da banda nos shows pelo Brasil. Outras faixas desse CD tiveram grande repercussão, principalmente no interior do estado de São Paulo na região de abrangência da Rádio Rock 89 FM, onde as músicas "Under the Sky" e "Do you dance with me?" foram tocadas diariamente em sua programação normal. Os shows que vieram depois do lançamento do álbum de estréia, foram importantes para a carreira da banda. Dividiram palco com figuras conhecidas do rock brasileiro como Pin Ups, Hateen, Garage Fuzz, Jota Quest, Ira, entre outras, E tocaram com bandas internacionais em turnês pelo Brasil como Man or Astroman?, Make Up e Superchunk.

  O álbum conceitual Heart-experience e o Circadélica

 Com o álbum Heart-experience em processo de pós-produção, iniciam em outubro de 2000 o seu pré-lançamento com cinco shows pelo nordeste brasileiro. Foram 17 dias, dentro de um automóvel Corsa, tocando em Salvador, Aracaju, João Pessoa, Fortaleza e Teresina. Animados com a repercussão, resolvem se aventurar ainda mais, viajando por estradas conhecidas e desconhecidas do Brasil com a turnê denominada Goo Goo Meginee Tour. Lançado oficialmente em 2001, pela gravadora Tamborete Entertainment, a convite de Rafael Ramos (um dos sócios do selo, atualmente na DeckDisk), Heart-experience foi recebido novamente muito bem pela crítica especializada, rendendo ao Wry diversos convites para inúmeros programas da MTV Brasil, TV Cultura, TV Aliança Paulista (Atualmente TV TEM / Globo) e da 89FM Radio Rock. Definitivamente, a partir desse momento, o Wry se torna um dos expoentes do rock alternativo brasileiro seguindo em frente com uma agenda de shows sempre lotada. No meio de toda essa agitação, ainda em 2001, apoiados pela LINC (Lei de Incentivo a Cultura), realizam em junho no centro da cidade de Sorocaba um festival chamado Circadélica, onde foi montada uma lona de circo, além de toda infra-estrutura de banheiros e pequenas barracas de comércio e alimentação. Foram dois dias de rock com 27 bandas divididas em dois palcos, um deles sob a lona e outro numa casa noturna (na época chamada Voyage) localizada a poucas quadras do evento. A entrada era franca e compareceram mais de 4.000 pessoas, sendo arrecadadas 4 toneladas de alimentos, destinados aos mais necessitados. Entre as bandas estavam: Wry, Garage Fuzz, Thee Butcher’s Orchestra, Pelvs, Astromato, Maybees (agora Ludov), Holly Tree, Grenade, Walverdes, MQN, Biggs, Prole entre outras. 2001 era ano em que os quatro amigos do Wry iriam realizar seu segundo sonho, que individualmente vinha sendo nutrido muito antes da banda se juntar: viver em Londres.

  Londres

 As turnês brasileiras, Ellus, o álbum Flames in the Head e a saída de Renato Bizar No final de 2001 a banda viaja para Londres, acompanhados de vários amigos (a Goo Goo Gang) onde pretendem viver por alguns anos, estudar e recomeçar o Wry na cidade que foi uma de suas inspirações desde o início. Fazem 9 shows nos primeiros 9 meses que permanecem na Inglaterra, antes de voltar ao Brasil para a turnê I Love and Hate You Tour em agosto de 2002. No mesmo ano de 2002, o CD Heart-experience é relançado, agora pela Monstro Discos e Fitas Magnéticas, com uma música inédita, Deep into the shadows of our mind, mais Waiting room: Have a sit, Distancity, 77:00, The new radio station no. 1, Jesus Beggar, That's me on the corner, You know why, Her substance, …in the breeze (here's the guilty, here's the beauty), Beautiful sickness, Begging you - get zonked, Sliced loving night, Man in black, Ultra-Sense - Take a ride on my little bike, That's me on the corner (acoustic version) e The new radio station no. 1 (short version). Depois do sucesso da turnê brasileira tocando em casas lotadas por todo o Brasil, voltam a Londres e descobrem que as coisas estavam apenas começando a acontecer. Logo após seu retorno, recebem um convite de Tom O'Connor, empresário americano que vivia em Londres e havia visto o último show da banda antes de embarcarem para o Brasil. Aceitam o convite e a parceria dura três anos, influenciando a banda de forma positiva, na composição e em suas metas para a carreira e a vida. Entre 2002 e 2006, o Wry já se sente em casa na cena londrina, tocando com bandas importantes como The Cribs, The Subways, The Rakes e The Parkinsons, além de um memorável show no Museu de Arte Moderna de Liverpool, a Tate Liverpool, onde participaram tocando ao vivo a trilha sonora da obra "Assume Vivid Astro Focus" - que também é o pseudônimo de um artista brasileiro mundialmente conhecido. Lançaram alguns singles independentes recebendo criticas positivas da mídia inglesa como as das revistas Disorder, Artrocker, Playlouder, Rockfeedback, Time Out, Drowned in Sound e do jornal Metro. Nesse mesmo período, Stuart Nicholls, fotógrafo muito respeitado em Londres, se torna o fotografo oficial da banda. Após lançar na Inglaterra o EP Come and Fall (no Brasil em vinil pela Monstro Discos), curiosamente a banda recebe outros dois convites em um mesmo dia. Tim Wheeler, vocalista da banda irlandesa Ash, que havia escutado o EP, e Gordon Raphael, produtor dos dois primeiros álbuns dos Strokes, que havia "descolado" alguns MP3 da banda na internet, queriam trabalhar com o Wry. Das colaborações de Tim Wheeler e Gordon Raphael mais a produção da própria banda, o Wry lança, em dezembro de 2005, Flames in the Head fazendo uma pequena turnê pelo Reino Unido e uma turnê extensa pelo Brasil batizada de Wry em Chamas no Brasil, culminando com o show no Auditório do Parque do Ibirapuera em São Paulo, tocando ao vivo sob a direção de Bia Lessa, no desfile da grife Ellus, o principal daquela noite no São Paulo Fashion Week. Um Wry mais maduro é notado nesse álbum de 10 faixas: In the hell of my Head, Come and fall, Don't you ever call on my name again, Airport girl, Cancer, Pictures of you, Powerless, Bad bad bad, Softly slow e Sabrina. Três músicas de trabalho foram definidas: In the hell of my Head, Come and fall e Cancer. E se tornam grandes hits. O videoclipe de In the hell of my head, dirigido por Rodrigo Rigoni em Londres, é veiculado diversas vezes na MTV Brasil, trazendo a banda novos fãs, que nunca tiveram a oportunidade de ver o Wry em sua faceta mais inspiradora: o palco.

  Baleias e Tubarões: o Futuro

 Novamente, em 2006, o Wry estava de volta a Londres. Em julho desse mesmo ano, por motivos particulares, é anunciada a saída de Renato Bizar, que por 12 anos esteve à frente da bateria da banda. Temporariamente a bateria foi assumida por Josh Morgan dos The Subways. Em outubro, André Barbosa (ex-baterista da banda, de Porto Alegre, Good Morning Kiss), fâ e amigo do Wry, assume as baquetas. Com André, uma nova química se forma e rapidamente quatro novas músicas são compostas e em março de 2007 são postadas no site da banda no Myspace, com a produção de Jon Hassuike, Mario Bross e Luciano Marcello. Em pouco tempo recebem três propostas de selos ingleses e em agosto, desse mesmo ano, lançam seu primeiro CD oficial nas lojas da Inglaterra: Whales and Sharks, pela gravadora ClubAC30, com distribuição no Japão, EUA e outros Países do mundo. O debut inglês do Wry recebe ótimas criticas da mídia britânica, sendo as execuções de Different from me, por Steve Lamacq e de Sister, por Tom Robinson, na BBC as de maior destaque. Fazem vários shows, e notam o crescimento do número de fãs ingleses, principalmente depois do lançamento do EP Whales and Sharks. Dentre os vários shows de lançamento, os de maior repercussão foram quando dividiram as noites com The Subways, Los Hermanos e Ash. Entre shows e lançamentos, entram em estúdio para compor novas músicas. Em 2008 iniciam a gravação de vinte novas faixas que farão parte de dois novos álbuns intitulados She Science e The long-term memory of an experience, produzidos por Jon Hassuike, Mario Bross e Luciano Marcello e com lançamento para 2009 e distribuição no Brasil, Inglaterra e outros países. Entre essas músicas, pela primeira vez, algumas letras são em português.

  O Presente

Em 2009 o Wry estará de volta ao Brasil depois de 7 anos na Inglaterra (14 de carreira) e trazem na bagagem 3 álbuns, um deles provavelmente já para abril desse ano, pela Monstro Discos, intitulado "She Science". Em julho está programado para sair o "The long-term memory of an experience". A tour para divulgação do She Science, vai se iniciar em abril, com um show no Studio SP na cidade de São Paulo, e passar por grande parte dos estados brasileiros, assim como foi a última de 2005 para divulgação do álbum "Flames in the head" e provavelmente deve se estender para cobrir o lançamento do segundo álbum em Julho. Em outubro, será lançado o "National Indie Hits", um tributo as bandas independentes brasileiras dos anos 90. Gravado nos últimos 3 anos nos intervalos entre os álbuns da banda. Entre as 13 faixas, figuram os covers de bandas como Killing Chainsaw, Low Dream, brincando de deus, Pin Ups, entre outras. Integrantes

Chokito - baixo
Mário Bross - vocal e guitarra
Lu Marcelo - guitarra
Renato Bizar - bateria

  Álbuns

 Direct (1998)
Heart-Experience (2002)
Come and Fall EP & 7' (2004)
Flames in the Head (2006)
Different from me 7'(2007)
Whales and Sharks - EP (2007)
She Science (2009)

  Demos

 Morangoland (1995)


domingo, 29 de abril de 2012

"TANTRA"


A Banda Tantra, formada por alguns músicos que apoiavam o grupo Legião Urbana, durante seus shows, é uma banda de rock brasileira. Começa em 1994, por quartos de hotéis, durante a turnê do disco 'Descobrimento do Brasil' da Legião Urbana. Fred Nascimento e Gian Fabra, então músicos de apoio da banda brasiliense, decidiram transformar suas afinidades pessoais numa banda e suas afinidades musicais em canções. A seguir convocaram o baterista Gutje (ex-Plebe Rude) para completar a equipe. Assim nascia o Tantra.Em meados de 1996, já com Marcelo Wig no lugar de Gutje, a banda assinou um contrato com a gravadora MCA visando a produção do seu primeiro álbum. Em seguida vieram um single e um clipe para uma música chamada Corvos Sobre o Campo inspirada em Van Gogh, ou melhor, na visão de Sonhos, de Akira Kurosawa, sobre Van Gogh. Antes do final daquele ano, chegou às lojas o álbum inteiro, 'Eles Não Eram Nada', produzido por Liminha com a capa feita por Luiz Stein. Uma conjugação de talentos que indicava, mesmo a quem tivesse perdido Corvos Sobre o Campo, que os autores das músicas gozavam de algum prestígio e confiança. O álbum ainda trazia Um Dia de Sol, Mordacchia e uma furiosa versão de Tropicália que arrancou elogios do próprio compositor da canção, Caetano Veloso. Depois da divulgação do CD a banda se recolheu e seus integrantes deram continuidade a outros projetos até que, em 2000, se reencontraram para participar de uma turnê pelo Nordeste idealizada por Sérgio Espírito Santo. Um show com músicas dos anos 80. Além de Nascimento e Fabra, a banda convocada para esta turnê contava com Carlos Trilha, que também fora músico de apoio da Legião (inclusive tendo produzido os CDs solos de Renato Russo) nos teclados e Lourenço Monteiro na bateria. Ali começou a ser germinada a idéia do segundo disco da banda. Com os ânimos renovados pela entrada de Trilha e Monteiro no time, a banda finalizou o CD 'A Febre dos Sonhos' no final de 2006, com a produção de Carlos Trilha. O disco foi lançado (via internet) no ano seguinte pelo selo independente Orbita Music. Um disco com referências mais clássicas dentro do rock, coisa de Led Zeppelin, Pink Floyd e tal. O álbum incluía músicas mais buriladas, como O Mundo Perfeito, Quando Você Ouvir a Minha Canção e O Zepelim, faixa com a participação especial de Fernanda Takai (Pato Fu).

  Tantra - A origem da expressão

 A palavra "tantra" é composta por duas raízes acústicas: "tan" e "tra". "Tan" significa expansão e "Tra" libertação. Tal denominação tem as suas raízes em fatores históricos muito sutis, pois esta filosofia comportamental, durante a época medieval, foi severamente reprimida na India Hinduista, fortemente espiritualizada. Esta era a forma como os seguidores desta filosofia a viam. Libertadora, mas mantida em segredo (na escuridão). Dispondo de imensos significados e interpretações, mais ou menos corretos, tais como teia, trama ou entretecido. Tantra pode ser interpretado, mais correctamente, como algo que é regulado por regras gerais No começo de 2008 o guitarrista Fred Nascimento foi convidado pelo jornalista Marcelo Fróes para participar do Tributo ao Álbum Branco que Fróes estava produzindo. A princípio seria uma versão de voz e violão da música Rocky Raccoon que contaria com os vocais de Carmem Manfredini (Irmã de Renato Russo), mas quando Fred mostrou o resultado para a banda, todos ficaram fascinados pela voz da cantora e pediram para participar da faixa. A experiência em estúdio reativou uma amizade que vinha de longa data e revelou a imensa afinidade musical e pessoal que existia entre eles. Como consequência a banda convidou Carmem para participar do próximo trabalho do grupo e, alguns meses depois, as gravações começaram.

  Discografia
 Eles Não Eram Nada - 1996 (MCA)
A Febre dos Sonhos - 2007 (Orbita Music
O Fim da Infância - 2009 (LGK/Som Livre)


 

domingo, 15 de janeiro de 2012

"MOPHO"


Mopho é uma banda brasileira de rock and roll formada em 1996, na cidade de Maceió, Alagoas. Seus integrantes são João Paulo (guitarra e voz), Hélio Pisca (bateria), Junior Bocão (baixo e voz) e Dinho Zampier (teclado).
O tecladista da formação original é Leonardo Luiz.
O banda tem suas origens em 1989 na cidade de Arapiraca, agreste alagoano, quando João Paulo e Junior Bocão formam uma banda cover de Beatles.
Em 1994, João Paulo muda-se para Maceió e forma a banda Água Mineral,
de rock and roll e blues, e em 1996, muda o nome da banda para Mopho.
O nome é originado de brincadeiras de amigos que, na efervescência do movimento Manguebeat em Recife, disseram que a banda ia "mofar" no estúdio.
Em 1997, João Paulo, Hélio Pisca e Alessandro Aru gravam a primeira demo tape da banda intitulada de "Uma Leitura Mineral Incrível", que foi lançada apenas em formato K7 e com forte sonoridade de rock progressivo. Em 1998, após a saída de Alessandro Aru e a entrada de Junior Bocão e Leonardo Luiz, a banda grava a segunda demo tape com o nome de "Um Dia de Cada Vez", esta já em CD.

Mopho




O homônimo álbum, produzido por Luiz Calanca, foi gravado em 1999 e lançado em 2000 pelo selo paulistano Baratos Afins. Este trabalho foi muito aclamado pela crítica nacional e projetou a banda em importantes festivais de música independente como Abril Pro Rock, Porão do Rock, Balaio Brasil, Festival de Inverno De Garanhuns.
Com o disco, a banda chegou a figurar em um TOP 35 da rádio californiana KALX, de Berkeley, e arrancou vários elogios como do ex-Mutantes Arnaldo Baptista, do maestro Rogédio Duprat, até de uma banda americana Wondermints, que acompanhava o Brian Wilson, do The Beach Boys, em turnê.
Este álbum é considerado um dos melhores álbuns da década de 2000.

Sine Diabolo Nullus Deus

Após o grande sucesso do primeiro álbum, a banda se dissolve em 2003 quando estava prestes a lançar o segundo trabalho. Junior Bocão e Hélio Pisca vão para São Paulo e formam a banda Casa Flutuante, enquanto João Paulo grava com Leonardo o Sine Diabolo Nullus Deus, lançado pela Baratos Afins em 2004.




Casa Flutuante

Instalados em São Paulo, Bocão e Hélio Pisca lança em 2004 o disco
A Terra É Nossa Casa Flutuante.
Em 2008, após cinco anos separados, o grupo anuncia o retorno e com planos para um novo disco. Em 2011, o disco Volume 3 é lançado pela Pisces Records.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

"RACIONAIS MC's"


Racionais MC's é um grupo brasileiro de rap, fundado em 1988 na periferia da cidade de São Paulo por Mano Brown (Pedro Paulo Soares Pereira), Ice Blue (Paulo Eduardo Salvador), Edy Rock (Edivaldo Pereira Alves) e KL Jay (Kleber Geraldo Lelis Simões). Suas letras falam sobre a realidade das periferias urbanas brasileiras, discutindo temas como o crime, pobreza, preconceito social e racial,
drogas e consciência política.
Usando a linguagem da periferia, com expressões típicas das comunidades pobres com o objetivo de comunicar-se de forma mais eficaz com o público jovem de baixa renda, as letras do grupo fazem um discurso contra a opressão à população marginalizada na periferia e procuram passar uma postura contra a submissão e a miséria. Apesar de atuar essencialmente na periferia paulistana, de não fazer uso de grandes mídias e se recusar a participar de grandes festivais pelo Brasil, o grupo vendeu durante a carreira cerca de 1 milhão e 700 mil cópias de seus álbuns.

Um dos principais grupos de rap brasileiros, os Racionais MC's surgiram no final da década de 1980. O nome do grupo foi inspirado no disco Racional ( 1972 ) de Tim Maia e Alvaro carvalho, A faixa Ela Partiu do disco Racional deu também inspiração à batida da música " O homem na Estrada" um dos maiores sucessos do grupo. primeira gravação foi feita em 1988, quando o selo Zimbabwe Records lançou a coletânea Consciência Black, Vol I. Neste LP, apareceram os dois primeiros sucessos do grupo: "Pânico na Zona Sul" e "Tempos Difíceis". Ambas canções apareceriam dois anos depois em Holocausto Urbano, primeiro disco solo do grupo de rap. No LP, os Racionais MC's denuncia em suas letras o racismo e a miséria na periferia de São Paulo, marcada pela violência e pelo crime. O álbum tornou os Racionais MC's bem conhecidos na periferia paulistana, o grupo fez uma série de shows pela Grande São Paulo. Ainda naquele ano, o conjunto fez dois na Febem. ((Álvaro Carvalho))



Em 1991, os Racionais MC's abriram para o show do pioneiro Public Enemy, um dos mais famosos grupos de hip hop americano, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. A popularização na periferia de São Paulo fez com que os integrantes dos Racionais MC's passassem a desenvolver trabalhos especialmente voltados para comunidades pobres, dentre os quais um projeto criado pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, em que o conjunto realizou palestras em escolas sobre drogas, racismo, violência policial, entre outros temas. No final de 1992, foi lançado Escolha seu Caminho, segundo LP do grupo.
No ano seguinte, participaram do projeto "Música Negra em Ação", realizado no Teatro das Nações em São Paulo, e gravaram o disco Raio x Brasil, terceiro disco do conjunto, lançado em uma festa na quadra da escola de samba Rosas de Ouro, para um público estimado de 10 mil pessoas. Canções deste disco como "Fim de Semana no Parque" e "Homem na Estrada" (ambas de Mano Brown) fizeram grande sucesso em bailes de rap e nas rádios do genêro em todo o país.

Principal atração do Rap no Vale, um concerto de rap realizado no final de 1994, no Vale do Anhangabaú (centro de São Paulo), e que terminou em confusão e quebra-quebra, os membros do grupo foram presos pela polícia sob acusação de incitação à violência - a violência policial é um tema freqüente nas letras do grupo.Ainda naquele ano, a gravadora Zimbabwe lançou a coletânea Racionais MC's.
Populares, os Racionais MC's participaram nos anos seguintes de vários concertos filantrópicos em benefício de HIV positivos, campanhas de agasalho e contra a fome, além de atuarem em protestos como o aniversário da Abolição dos Escravos no Brasil.
No final de 1997, foi lançado o disco Sobrevivendo no Inferno, pelo selo Cosa Nostra (do próprio grupo), que vendeu mais de 1 milhão de cópias. Dentre os grandes sucessos deste álbum estão "Diário de um Detento", "Fórmula Mágica da Paz", "Capítulo 4, Versículo 3" e "Mágico de Oz". Com esse disco, os Racionais MC's deixavam de ser um fenômeno na periferia paulistana para fazer sucesso entre outros grupos sociais. Apesar disso, o grupo adotou uma postura antimídia. Um exemplo notório foi a cerimônia de premiação do Video Music Brasil, da MTV Brasil, quando Mano Brown provocou a plateia presente no evento, ao dizer que a mãe dele já teria lavado a roupa de muitos daqueles "boys", e ressaltou que o público dos Racionais MC's continuaria sendo o da periferia.
Em 2002, o grupo lançou Nada Como um Dia Após o Outro Dia, disco duplo que, assim como seu antecessor, foi bem recebido pela crítica. Entre os maiores sucessos estão "Vida Loka I", "Vida Loka II", "Negro Drama", "Jesus Chorou" e "Estilo Cachorro".
Em 2006, o grupo lançou 1000 Trutas, 1000 Tretas, primeiro DVD do grupo. Em 5 de maio de 2007, os Racionais fizeram um show na Virada Cultural de São Paulo, mas os fãs da banda entraram em confronto com os policiais transformando o evento em um campo de batalha.Desde então, a participação de grupos de rap no evento é minúsculo.
Em 2010, a estruturação dos membros dos Racionais foi toda reformulada, com a exceção do vocalista Mano Brown e seu primo Ice Blue. Edi Rock passou a fazer aparições esporádicas nos shows e KL Jay fez parceria com outros rappers. Ocorreu também uma mudança no lírico tratado pelo grupo, que antes era conhecido por suas letras agressivas.A previsão do novo álbum dos Racionais MC's está feita para 2011.

Discografia

1000 Trutas, 1000 Tretas, álbum mais recente dos Racionais MC's.
A discografia de Racionais MC's consiste em três coletâneas, cinco álbuns de estúdio e dois álbuns ao vivo. Sobrevivendo no Inferno, lançado em 1998,
foi o que teve mais vendas. O grupo já lançou mais de 10 trabalhos.

Coletâneas

Consciência Black, Vol. I (1989)
Racionais MC's (1994)
Som da Massa, Vol. I (1994)

Álbuns de estúdio

Holocausto Urbano (1990)
Escolha seu Caminho (1992)
Raio X Brasil (1993)
Sobrevivendo no Inferno (1997)
Nada como um Dia após o Outro Dia (2002)
Ta Na Chuva (2010)

Álbuns ao vivo

Ao vivo (2001)
1000 Trutas, 1000 Tretas (2006)
Ta Na Chuva (2009)

Videografia

DVDs

1000 Trutas, 1000 Tretas (2006).

Prêmios

2002 Prêmio Hutúz Grupo ou Artista Solo
2009 Prêmio Hutúz Melhores artistas da década

segunda-feira, 9 de maio de 2011

"ACÚSTICOS & VALVULADOS"


Acústicos & Valvulados é uma banda brasileira de rock and roll formada em 1991 na cidade de Porto Alegre, RS. Após cinco discos gravados em estúdio, o grupo lançou, em 2007, um álbum acústico. Em 2008 foi lançado, pelo selo Olelê Music, o DVD Acústicos ao Vivo e a Cores, gravado no Theatro São Pedro, em Porto Alegre.
A banda é composta atualmente por Rafael Malenotti (vocal), Alexandre Móica (guitarra), Diego Lopes (baixo e teclado), Paulo James (bateria), Luciano Leães (teclado) e Daniel Mossmann (guitarra e baixo). A formação original contava com Roberto Abreu, baixista que não integra mais a banda. Diego Lopes, Luciano Leães e Daniel Mossmann vieram na segunda formação.


Álbuns de estúdio

God Bless Your Ass (1996)
Acústicos & Valvulados (1999)
Acústicos & Valvulados II (2001)
Creme Dental Rock 'n' Roll (2003)
Esse Som Me Faz Tão Bem (2005)
Grande Presença (2010)

Álbuns ao vivo

Acústico, ao Vivo e a Cores (2007)

Videografia

DVDs

Acústico, ao Vivo e a Cores (2008)

Formação

Integrantes

Rafael Malenotti - vocal
Alexandre Móica - guitarra
Daniel Mossmann - guitarra e baixo
Diego Lopes - baixo e teclado
Paulo James - bateria
Luciano Leães - teclado

Ex-integrantes

Roberto Abreu - baixo

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"NATIRUTS"


Natiruts é uma banda brasileira de reggae, formada em Brasília em 1996.
Surgida no ano de 1996 em Brasília por Alexandre Carlo, que na época, estudante universitário, tinha a música como válvula de escape das suas alegrias e desilusões com a realidade brasileira. Sem pretensões maiores, visto que já estava encaminhado na profissão de analista de sistemas, compunha canções no estilo que mais se sentia à vontade: o reggae. Numa das cervejadas do time de futebol da UnB conheceu Juninho, com quem passou a fazer um som pelas festinhas em casas e apartamentos da cidade. Essa foi a semente da história da banda.

Foi então que Alexandre convidou Luis Mauricio e Bruno Dourado, companheiros de time na UnB, para assumirem o baixo e a percussão. Fizeram alguns ensaios com essa formação. A princípio, era uma banda de reggae comum de quatro componentes, no entanto a influência da música brasileira era forte nas melodias e harmonias das músicas e a necessidade de se fazer um reggae roots brasileiro era definitiva.

Por isso fez-se necessária a inclusão de mais elementos musicais na banda. Foi quando Izabella Rocha e Kiko Peres foram convidados a assumirem o backing vocal e guitarra solo. A partir daí a banda criaria identidade própria.

O próximo passo, era gravar uma demo, a demo foi gravada ainda na época das fitas cassetes. A reprodução era caseira. Nos velhos três em um duplo deck. A aceitação foi boa por parte ddas críticas.
Alguns shows aconteceram e logo concretizou-se a possibilidade de se gravar um CD.
Kiko Peres tinha um amigo da cena musical brasiliense que estava radicado no Rio de Janeiro havia algum tempo. Esse amigo estava trabalhando num grande estúdio carioca e talvez conseguisse um esquema de pagamento por partes da tal gravação. Esse amigo era Tom Capone que acabou participando de uma faixa e posteriormente produziria dois discos da banda, o Verbalize e o Qu4tro que contou com Tonho Gebara na guitarra solo.

Chamada inicialmente Nativus, a banda de reggae foi rebatizada de Natiruts devido a um grupo catarinense de música regional, Os Nativos, que entrou com um processo. A banda brasiliense defende o reggae de raiz mas incorporou ao som uma grande influência brasileira. Quando ainda chamava-se Nativus, o grupo vendeu 40 mil discos independentes com o sucesso "Presente de um beija-flor", até ser contratada pela EMI. A nova edição do disco, Nativus, vendeu 450 mil cópias.

O segundo disco, Povo brasileiro, foi produzido por Liminha e, como o reggae de Bob Marley, tem músicas com mensagens de alto teor político, como "Proteja-se e lute" e "Povo brasileiro".

Sem muitas novidades na sonoridade da banda, em 2001, é lançado Verbalize, com destaque para as faixas "Verbalize" e "Andei Só", hits da época. O terceiro álbum traz também a participação especial de Rodolfo, antigo vocalista dos Raimundos, na faixa "Homem do Povo". Em 2002, gravam o disco "Quatro", que marca a saída do guitarrista Kiko Péres da banda.

Natiruts ressurge com Nossa Missão, lançado em 2005. Neste disco, produzido pelo próprio Alexandre Carlo, vocalista e principal compositor do grupo, o grande diferencial é a aproximação com o Dub, a vertente mais psicodélica do reggae, que incorpora experimentações, sem contenção na adição de efeitos, como delays e reverbs, surgida na Jamaica da década de 1970, e também a aproximação de ritmos latinos vertentes do reggae como o Dancehall, Ragga e o Reggaeton.

Em 2007, o grupo lança o CD/DVD Natiruts Reggae Power, marcado pela saída dos integrantes Bruno e Izabella. Este trabalho surgiu também como uma forma de tornar mais popular o reggae no cenário nacional, com regravações de grandes sucessos da banda e comemorando os 10 anos de formação. Bom exemplo disso são faixas como 'Naticongo' e 'Leve Com Você', que mesmo já tendo sido lançadas em CDs anteriores, atingiram grande sucesso com o público que não acompanhava a banda desde o início, graças ao CD/DVD Ao Vivo.

Em 2007 ainda, foi lançado o CD Natiruts de A a Z com alguns dos maiores sucessos da Banda como: Cantar, Presente de um Beija-Flor, Deixa o menino jogar e etc...

Já em 2009 a Banda Lançou o CD/DVD Raçaman (independente), voltando aos principios da banda com mensagens da situação do pais e como sempre abordando os problemas com suas letras marcantes, CD/DVD este que aproximou a banda ainda mais de seus seguidores que são fiéis e que curtem o som e acompanham a banda ate hoje.

Membros

Alexandre Carlo Cruz: guitarra base, voz e composições
Luís Maurício: baixo e vocais
Juninho: bateria e percussão
Músicos acompanhantes:

Mônica Agena: guitarra solo
Bruno Wambier: teclados
Denny Conceição: percussão
Luciana Oliveira, Ludmila Mazzucatti: vocais
André Mitsuoka: trombone
Paulo Roberto Pizzulin: trompete
Músico convidado (estúdio)

Guigui Trotta: harmônica
Ex-membros da banda:

Izabella Rocha: voz (1997 a 2005)
Bruno Dourado: percussão (1997 a 2005)
Kiko Peres: guitarra solo (entre 1997 e 2002)
Tonho Gebara: guitarra solo (2002 a 2003 - falecido devido a problemas cardíacos)
Flamarion Mosri: trompete (???)

Discografia

Nativus (1997)
Povo Brasileiro (1999)
Verbalize (2001)
Qu4tro (2002)
Nossa Missão (2005)
Natiruts Reggae Power Ao Vivo (2006)
Raçaman (2009)

DVD

Natiruts Reggae Power Ao Vivo (2006)

Coletâneas

Brasil de A a Z (2007)
Meu Reggae é Roots
Série Bis: Natiruts (CD duplo)
O Melhor de Natiruts
Série Retratos: Natiruts

domingo, 30 de janeiro de 2011

"CIDADÃO QUEM"


A banda, quem vem do Sul do Brasil, é formada pelos irmãos Duca Leindecker e Luciano Leindecker e conta com as participações de Eduardo Bisogno no piano, harmônio, cravo e escaleta, Fernando Peters nos violões e bandolim e Claudio Mattos na bateria.

Seu primeiro show foi em maio de 1990, exatamente 49 anos após a primeira exibição do histórico filme Cidadão Kane, de Orson Welles, e que deu origem ao nome da banda.

Em 1991, a banda fica entre as finalistas do Rock in Rio 2, ultrapassando 368 bandas de todo o Brasil. Já participou de vários especiais para a RBS e foi revelação do jornal Zero Hora, tendo recebido o troféu Açorianos de melhor banda gaúcha em 1993, 1998 e 1999.

Outras Caras, o primeiro CD da banda, foi lançado em 1993, e teve mais de vinte mil cópias vendidas.

Em junho de 1995, a banda iniciou as gravações de seu segundo CD em São Paulo, no estúdio Art mix, produzido por Luiz Carlos Maluly e finalizado em Los Angeles, no estúdio Castle Oaks, sendo mixado por Benny Faccione.

Em maio de 1996, seu novo CD A Lente Azul foi lançado pela Polygram, tendo como música de trabalho Os Segundos, que entrou para a trilha sonora do seriado Malhação, da Rede Globo. Desse mesmo CD, foi gravado o clipe da música Balanço, que em 1997 foi lançado na MTV.

Em novembro de 1998, a banda lançou Spermatozoon, seu terceiro CD, e que representou uma retomada ao espírito inicial do grupo, uma volta às raízes, à simplificação. O CD foi gravado em Porto Alegre e mixado e masterizado em Nova Iorque. Foi o primeiro CD do selo gaúcho Zoon Records, que além da Cidadão Quem também é selo de bandas como a Graforréia Xilarmônica. O CD teve como música de trabalho Um Dia, com clipe na MTV.

Com mais de setecentos espetáculos em sua bagagem, a banda formada na virada da década de 1980, percorreu o Brasil, da Bahia ao Rio Grande do Sul, do Planeta Atlântida ao Rock in Rio, passando pelo Festival de Verão de Salvador.

Em 7 de julho de 2004, no Theatro São Pedro de Porto Alegre, foram gravados o CD e o DVD da banda, em formato acústico e em duas sessões, com ingressos esgotados com 48 horas de antecedência da data do show. Este grande momento contou com as participações especiais de Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) e Mônica Tomasi. Este show em formato acústico foi uma releitura das principais músicas que fazem e fizeram sucesso na carreira da banda, como Carona, Os Segundos, A la Recherche, Pinhal e Ao Fim de Tudo, entre outras.

sábado, 18 de dezembro de 2010

"COGUMELO PLUTÃO"


Cogumelo Plutão é uma banda de folk rock brasileira.
Tendo sido formada em 1994, a banda veio a atingir o sucesso com a canção
"Esperando na Janela" que foi incluída na trilha sonora da novela "Laços de Família" da Rede Globo e, com isso, catapultada ao primeiro lugar nas paradas das rádios no Brasil. Tal trilha sonora vendeu dois milhões de cópias, recorde não esperado pela Rede Globo. O álbum da banda "Biblioteca de Sonhos", que incluía a canção, chegou a vender milhares de cópias em apenas um mês de lançamento. Porém, a banda teve de dar um tempo dos palcos em 2003, quando o vocalista Blanch se descobriu portador de um tipo raro de aneurisma. Em dois anos de hiato, várias canções da banda foram regravadas por artistas como Zezé Di Camargo & Luciano, Rionegro & Solimões, Angélica, Luiza Possi, B5, entre outros.
O vocalista e letrista da banda, Blanch van Gogh, é o autor da letra original de "Beijar na Boca", canção popularizada por Claudia Leitte e que retirou a banda do ostracismo. A canção também recebeu uma versão em espanhol chamada "Besos en la boca" cantada por Chayanne.



Integrantes

Blanch van Gogh: vocal
Cristiano Lima: guitarra
Duda Gamba: teclados e violões
Roney Bass: baixo
Kavera: bateria

Ex-integrantes

Felipe Portilho: teclados e violões

Discografia

Biblioteca de Sonhos (2000)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"BANDA TAFFO"


Taffo foi uma banda de hard rock do Brasil, formada por Wander Taffo, Andria Busic, Ivan Busic e Marcelo Souss.
Em 1989, Wander ao lado de Ivan e Andria Busic lançou seu primeiro disco solo “Wander Taffo”, com várias participações especiais, como a do vocalista americano Toddy Griffin na música Nightchild e de artistas nacionalmente conhecidos, como Herbert Vianna, Lulu Santos e Lobão. Para produzir o álbum, foi chamado o requisitado produtor Liminha (Ex-Mutantes), gravando o álbum no estúdio Nas Nuvens (RJ) e mixando-o em Los Angeles (EUA), com lançamento nacional pela gravadora
Warner Music.
O disco recebeu o Prêmio Sharp (atual Prêmio Tim) de Música na categoria
“Revelação Pop Rock Masculino”. No ano seguinte, Wander foi escolhido pela crítica como o melhor guitarrista do Brasil. O disco ainda foi trilha sonora da novela
"O Salvador da Pátria", com a música "Pra Dizer Adeus"
(não confundir com a canção homônima dos também paulistas Titãs).

Em 1990 Wander Taffo formou a Banda Taffo juntamente com Andria e Ivan Busic e Marcelo Souss. A banda quebrou a barreira da língua e fez um trabalho fantástico, sendo uma das melhores bandas de Rock nacional da época. Tanto que a abertura dos shows de Ian "Purple" Gillan foi feita por eles em 3, 4 e 6 de agosto de 90 no extinto Projeto SP na Barra Funda, São Paulo / SP. O disco fez relativo sucesso ao primeiro com direito a Clip na MTV e várias aparições em programas de TV. Tiveram a oportunidade de apresentar seu novo disco “Rosa Branca” em shows em Nova York, no Limelight e no Cat Club, show que foi gravado pela MTV americana e transmitido para vários países.
Após a saída dos irmãos Busic, a banda continuou com outra formação; agora, alem de Wander e Marcelo, a banda contava com: Fernando Nova (vocal), Carlos D' Angelo (baixo) e Gel Fernandes (bateria).A banda acabou em 1992.
Em 2008, Wander Taffo voltaria com a banda, projeto este que se transformaria real no mês de julho. Porém, infelizmente este projeto acabou sendo adiado eternamente com a morte do guitarrista, no dia 14 de maio.

Trabalhos após o término

Os irmãos Busic tiveram uma rápida passada como banda de apoio de Supla, gravaram o CD Encoleirado que teve alguns hits na época. Depois da saída do Supla, eles decidiram formar uma banda própria ao lado de Edu Ardanuy formando o Dr. Sin, banda que está até hoje na ativa.
Wander Taffo foi convidado para participar dos discos de Cássia Eller, “Cássia Eller” de 94; Guilherme Arantes, “ Clássicos” de 94; Arnaldo Batista de 95; Afonso Nigro de 95; Guilherme Arantes “Ao Vivo” de 2001, entre outros. Voltou em 1996, lançou seu cd solo: Lola.
Em julho de 1997, Wander abriu o IG&T (Instituto de Guitarra e Tecnologia). A escola une alta tecnologia com centro de conveniência, totalmente inédita na América Latina. Em apenas 1 ano de funcionamento, o IG&T atingiu 1000 matrículas, garantindo o sucesso do projeto, e hoje em dia é considerada uma das melhores escolas de música da America Latina.
Em 2006, Wander volta a tocar na banda Radio Taxi, que volta com força total. Gravaram um CD e DVD acústico e estão na ativa fazendo vários shows.
Marcelo Souss após sair do Taffo, tocou ao lado de Wander na banda de Rita Lee e gravou o segundo e o terceiro discos do Dr. Sin e fez vários shows com a banda. Alguns desses shows abrindo para o Bon Jovi, AC/DC, Steve Vai,
Satriani, Dream Theather.

Discografia

(1989) Wander Taffo (pré-banda Taffo)
(1991) Rosa Branca

Formações

Primeira Formação - 1989/1992 : Andria Busic (Baixo/Vocal), Wander Taffo(Guitarra), Ivan Busic(Bateria/vocal), Marcelo Souss (Teclado)

Segunda Formação - Finalzinho de Banda Taffo - 1992: Fernando Nova(Vocal), Wander Taffo (Guitarra), Carlos D'Ângelo (Baixo), Gel Fernandes (Bateria),
Marcelo Souss (Teclado)
Gel Fernandes tocou com Wander Taffo na banda Rádio Táxi.
Os irmãos Andria e Ivan Busic foram indicados por Eduardo Ardanuy,
que era aluno de Wander Taffo na época.
Taffo foi guitarrista de Rita Lee, Made in Brazil, Secos & Molhados, Gang 90,
Joelho de Porco e João Ricardo.
A Banda Taffo, fez alguns shows internacionais.
A Banda apresentava duas músicas em inglês, são elas Nightchild (Debut)e
Sweet Love (Rosa Branca).
Quem canta a música Nightchild é o vocalista americano Toddy Griffin.
O Baixista Carlos D'angelo é filho do falecido ator Carlos Zara.
Wander Taffo foi quem fundou a IG&T.
Marcelo Souss tocou com o Andria e o Ivan em outras bandas como
o Platina antes do Taffo e no Dr Sin apos o Taffo.

sábado, 4 de dezembro de 2010

"VIRNA LISI"


Fundada em 1990, em Belo Horizonte, Virna Lisi começou como uma banda pós-punk. Aos poucos, foi acrescentando ao som elementos de música típica brasileira (samba, congado, marujada), com o uso de repinique e outros instrumentos de percussão.
Sua primeira formação foi César Maurício (voz e percussão), Ronaldo Gino (guitarra), Marcelo de Paula (baixo), Marden Veloso (guitarra) e Marco Neves (bateria).
Uma fita demo abriu caminho para alguns shows na capital mineira, que tiveram boa repercussão de imprensa. Uma incursão no Espaço Retrô, em São Paulo aumentou ainda mais o falatório em torno da banda, que entrou na programação da MTV com um democlipe da música “Esperar o Quê”. Confrontada com alguns de convites de selos fonográficos, optou pelo do Tinitus, selo que estava sendo montado pelo produtor Pena Schmidt. O disco, intitulado “Esperar o Quê” foi lançado em 1992, com boa receptividade por parte da crítica musical, o que levou a banda a participar de vários festivais de rock em todo o Brasil.
Três anos depois, o Virna Lisi lançou o CD “O Que Diriam os Vizinhos”
(com Luís Lopes na bateria, no lugar de Marcos), que trouxe uma versão de
“Eu Quero Essa Mulher”, de Monsueto Menezes. No ano seguinte, a banda foi contratada pela gravadora americana MCA/Universal, que estreava no Brasil. Com repertório composto quase que inteiramente durante um mês, passado num sítio no interior de Minas Gerais, o disco “Se Desce a Lona Vira Circo, Se Cerca Vira Hospício” privilegiou as passagens de viola caipira em detrimento das batucadas.
Em outubro de 1997 a banda anunciou o encerramento de suas atividades que
são retomadas em 2009.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI"


Nação Zumbi é uma banda brasileira, nascida no início da década de 1990 em Recife, capital do estado de Pernambuco, a partir na união do Loustal, banda de rock pós-punk, com o bloco de samba-reggae Lamento Negro, e originalmente chamava-se Chico Science & Nação Zumbi. O líder e vocalista da banda, o cantor e compositor Chico Science, co-fundou a banda Mundo Livre S/A e o movimento Manguebeat.
Francisco de Assis França, mais conhecido pela alcunha de Chico Science
(Olinda, 13 de março de 1966 - Recife, 2 de fevereiro de 1997) foi um cantor e compositor recifense, um dos principais colaboradores do movimento Manguebeat em meados da década de 1990. O primeiro líder da banda Chico Science & Nação Zumbi, deixou dois discos gravados: Da Lama ao Caos e Afrociberdelia, tendo sua carreira precocemente abortada por um acidente de carro.
Chico Science participava de grupos de dança e hip hop em Pernambuco no início dos anos 80. No final da década integrou algumas bandas de música como Orla Orbe e Loustal, inspiradas na música soul, no funk e no hip hop. A fusão com os ritmos nordestinos, principalmente o maracatu, veio em 1991, quando Science entrou em contato com o bloco afro Lamento Negro, de Peixinhos, subúrbio de Olinda. Misturou o ritmo da percussão com o som de sua antiga banda e formou o Nação Zumbi. A partir daí o grupo começou a se apresentar em Recife e Olinda e iniciou o “movimento” mangue beat, com direito a manifesto (“Caranguejos com Cérebro”, de Fred 04, da Mundo Livre S/A). Em 1993 uma rápida turnê por São Paulo e Belo Horizonte chamou a atenção da mídia. O primeiro disco, “Da Lama ao Caos”, projetou a banda nacionalmente. O segundo, “Afrociberdelia”, mais pop e eletrônico, confirmou a tendência inovadora de Chico Science e Nação Zumbi, que excursionaram pela Europa e Estados Unidos, onde fizeram sucesso de público e crítica. O Nação Zumbi lançou um CD duplo em 1998, depois da morte do líder, com músicas novas e versões ao vivo remixadas por DJs.

A primeira apresentação foi em 1991, em Olinda, em uma festa chamada “Black Planet”. Neste mesmo ano, Chico Science e Fred Zero Quatro (do grupo Mundo Livre S/A) escreveram um manifesto do movimento Manguebeat, o Manifesto dos Caranguejos com cérebro, que tem como símbolo uma antena parabólica colocada na lama.

Em fevereiro de 1997, Chico Science faleceu devido a um acidente de carro quando viajava de Olinda para Recife. Em seu lugar nos vocais veio Jorge Du Peixe, que já tocava alfaia na banda.
Podemos citar, como bandas relacionadas a Chico Science, as conterrâneas Mundo Livre SA e Bonsucesso Samba Clube, as mais recentes Cordel do Fogo Encantado, Mombojó e Otto, passando por Sepultura (mais especificamente o álbum Roots) e Cássia Eller (intérprete de músicas como Corpo de Lama e Quando a Maré Encher), além da antiga parceira e ainda em atividade: Nação Zumbi.
Em 2007 a banda recebeu homenagem do prêmio Multishow, do canal da Globosat de mesmo nome.


Discografia

Com Chico Science no vocal

* Da Lama Ao Caos (1993)
* Afrociberdelia (1995)

Com Jorge Du Peixe no vocal

* CSNZ (1997)
* Radio S.Amb.A (2000),
* Nação Zumbi (2002)
* Futura (2005)
* Fome de Tudo (2007)

Integrantes

* Jorge Du Peixe - vocal (1997-) tambor (1993-1998)
* Lúcio Maia - guitarra
* Dengue - baixo
* Pupillo - bateria e percussão
* Gilmar Bola 8 - tambor e voz
* Toca Ogan - percussão e voz

"MUNDO LIVRE S/A"


história do Mundo Livre S. A. começa no início dos anos 90, em Jaboatão dos Guararapes. Foi nessa cidade vizinha ao Recife que nasceu Fred Rodrigues Montenegro, hoje mais conhecido por “Zero Quatro”. Sua biografia dos tempos pré-música é a de qualquer criança de classe média da época. Ou seja, ele jogou futebol, ganhou um monte de irmãos, e cantou o hino nacional no pátio da escola, no caso o Colégio Militar, cujas marchas ainda hoje costuma cantar em noites de embriaguez.Foi em Jaboatão, também (mais especificamente no bairro de Candeias), que, ainda um teenager, ele descobriu o poder dos palcos. A memória mostra nosso herói junto com os amigos numa churrascaria, assistindo ao show de uma banda terrível quando, de repente, foi convidado para tocar pela primeira vez numa guitarra de verdade. Mágica! Daí em diante, ter uma banda passou a ser uma obsessão…
Seu primeiro grupo de verdade foi o “Trapaça”. Estamos no início dos anos 80, época da explosão do punk brasileiro. A influência de bandas do ABC paulista como “Cólera”, “Olho Seco” e “Inocentes”, provocou o fim precoce do Trapaça e o surgimento de sua segunda banda, a “Serviço Sujo”. Gritando toda a paranóia em letras inspiradas no 1984 de George Orwell, Fred desfilava alfinetes, coturnos, uma velha e surrada pasta 007 e camisas pretas com slogans do tipo “Abaixo a Poesia”. Desfilava, também, um novo codinome: surgia o “Rato”, um sujeito e um som muito à frente de uma Recife fascinada ( uma minoria ) e indiferente ou francamente hostil
(o vasto rebanho). O tédio dos anos 80 deixou a raiva do punk amadurecer, se transformar num cinismo calculado, e, assim, o “Serviço Sujo” deu lugar ao “Mundo Livre S. A.”, um nome de clara inspiração Malcom Maclareana, destinado a ridicularizar a guerra fria revisitada da presidência Reagan e as engrenagens da indústria do disco. O “rato” dos primórdios do punk se transformou, então, em “Zero Quatro”, disfarce inspirado nos dois últimos algarismos de sua cédula de identidade.

Hoje, o Mundo Livre é uma unanimidade na música brasileira do novo milênio.
As letras de Zero Quatro, narrando com rara poesia assuntos tão diversos como a globalização, as desventuras do Timor Leste ou as musas de biquini branco, estão entre as melhores do pop nacional. E ninguém no Brasil pós- colapso da modernização desvenda melhor os mistérios do samba que esses pernambucanos.
Que venham, então, os próximos capítulos das aventuras do subcomandante Zero Quatro e seu mundo livre s/a …

sábado, 16 de outubro de 2010

"LEONI"



Leoni é um cantor e compositor brasileiro.
Começou a tocar baixo aos 16 anos, quando formou com amigos da escola o seu primeiro grupo de rock. Em 1981 iniciou como baixista e principal compositor da banda
Kid Abelha. Depois de quatro discos de ouro,
saiu em 1986 para fundar a banda Heróis da Resistência.
Passou a ser vocalista em sua nova banda, rodando o país e ganhando
mais um disco de ouro. Com os Heróis da Resistência lançou três discos.
Em 1993 partiu para a carreira solo, lançando a canção “Garotos II”
que durante seis meses foi o primeiro lugar nas paradas de todo o país,
o que já havia acontecido outras 16 vezes, como no caso de “Fixação”,
“Só pro meu prazer”, “Como eu quero”, “Exagerado” e “A Fórmula do amor”,
entre outras tantas. Teve alguns parceiros de renome como Cazuza,
Herbert Vianna, Léo Jaime, Paula Toller,
Roberto Frejat, Ney Matogrosso e Vinícius Cantuária.
Em 1995 lançou o livro “Letra, música e outras conversas”,
onde entrevista e conversa com oito artistas consagrados de sua geração
(Renato Russo, Herbert Vianna, Lobão, Frejat, Adriana Calcanhotto,
Marina, Samuel Rosa e Nando Reis) sobre o processo de criação dos compositores.
Em 2002, depois de oito anos sem lançar um álbum completo, montou o selo Batuque Elegante por onde lançou “Você sabe o que eu quero dizer”,
um CD com canções inéditas e ritmo brasileiro.
Desse CD se destacam “Fotografia”, “Temporada das Flores”,
“As cartas que eu não mando” e “Melhor pra mim”.
Começou a fazer shows em Lonas Culturais e em alguns clubes
pequenos como o Pop Rock em Belo Horizonte.
Os shows, a princípio pequenos, começaram a ganhar um público cativo.

Em 2003, percebendo que nem sempre o público reconhecia suas músicas como sendo de sua autoria, resolveu gravar um CD reunindo seu repertório em um formato minimalista. Foi um projeto visando informar ao público qual
foi sua contribuição para a música brasileira.
O disco foi batizado de Áudio-retrato por essa razão,
sendo produzido pelo maestro Eduardo Souto Neto, e tendo participações de
Herbert Vianna (na “Canção pra quando você voltar”), Léo Jaime (Lágrimas e chuva), Dinho Ouro Preto (“Garotos II - o outro lado”) e Rodrigo Maranhão
(“Falando de amor”). Lançado pela Som Livre, com a anúncios na TV Globo,
logo o CD se tornou um sucesso de vendas e impulsionou a carreira de Leoni, ampliando muito seu público e sua agenda de shows, quase todos feitos
apenas com o acompanhamento de Daniel Lopes (da banda Reverse).
Em 2005 lançou o CD e do DVD “Ao vivo”, impulsionado pela execução de
“Por que não eu?” (junto com Herbert Vianna) na novela A Lua me disse,
e pela campanha de TV da mesma Som Livre. Leoni alcançou todo o Brasil,
lotando shows de norte a sul do país.
Ambos (CD e DVD) alcançaram vendas que lhe conferiram disco de ouro e
contam com as mesmas participações do Áudio-retrato em mais faixas.

Com “Ao vivo” ainda em fase de lançamento, Leoni seguiu para Paris junto com seis índios Ashaninka (do Acre), para registrar um documentário e um show baseado
no seu disco ainda inédito, “Outro Futuro”.
Produzido pela TV Zero de Roberto Berliner.
O CD e DVD Outro Futuro foram lançados pelo selo do próprio Leoni
(Outro Futuro) em Setembro de 2006, o DVD ganhou o prêmio de melhor DVD
do ano em 2007 pelo Laboratório POP.

"TIHUANA"



Tihuana é uma banda de rock formada em 1999 em São Paulo, com ex integrantes da banda Ostheobaldo, Egypcio no Vocal, Román no Baixo, Léo na guitarra, Baía na percussão e PG na bateria. Tem influências de reggae, rap, música latina, mas tendo como maior
influência o rock.
Acreditando numa maior repercussão do seu trabalho, a banda recentemente fez parte da trilha sonora do filme “B.O.P.E. - Tropa de elite”, filme com grande público no Brasil.
E para alegria dos fãs e da banda, a divulgação da música está sendo tão bem feita quanto a do filme.

Discografia

* 2000 Ilegal
* 2001 A Vida Nos Ensina
* 2003 Aqui ou em Qualquer Lugar
* 2005 Tihuana
* 2006 Um Dia de Cada Vez
* 2008 Tropa de Elite Ao Vivo

Integrantes
* Egypcio
* Román
* Léo
* Baía
* PG

"MAMONAS ASSASSINAS"


Em 1989 os irmãos Samuel e Sérgio Reoli, junto com Júlio Rasec e Bento Hinoto, formaram uma banda de rock chamada Utopia,
especializada em covers de grupos como Legião Urbana e Rush. Em um show, o público pediu para tocarem Sweet Child o’Mine dos Guns N’ Roses, e como não sabiam a letra, pediram a um espectador para ajudá-los. Dinho voluntariou-se para cantar, e com sua
performance escrachada fez o público rir, sendo aceito no grupo.
O Utopia passou a apresentar-se na periferia de São Paulo e lançou um disco que vendeu menos de 100 cópias. Aos poucos, os
integrantes começaram a perceber que as palhaçadas e músicas de paródia eram mais bem recebidas pelo público do que os covers
e as músicas sérias. Decidiram, então, mudar o perfil da banda, a começar pelo nome, escolhido por ser o mais engraçado, e que
cita mamona como sinônimo de seio (tanto que o grupo criou a tradução para inglês “The Big Killer Breasts”, peitões assassinos).
Mandaram uma fita demo com as músicas “Pelados em Santos” e “Robocop Gay” para diversas gravadoras, e Rafael, filho do diretor
artístico da EMI, João Augusto Soares e baterista da banda Baba Cósmica, insistiu na contratação. Após assistir uma apresentação do grupo em 28 de Abril de 1995, João Augusto resolveu assinar contrato com os Mamonas.

Após gravar um disco produzido por Rick Bonadio (apelidado pela banda de Creuzebek), os Mamonas saíram em imensa turnê, apresentando-se em programas como Jô Soares Onze e Meia e tocando mais de cinco vezes por semana, com apresentações em
25 dos 27 estados brasileiros e ocasionais dois shows por dia. O cachê dos Mamonas tornou-se um dos mais caros do país, R$50
mil, e a EMI faturou cerca de R$80 milhões com a banda.

Os Mamonas preparavam uma carreira internacional, com partida para Portugal preparada para 3 de Março de 1996. Porém em 2 de Março, enquanto voltavam de um show em Brasília, o Learjet em que viajavam chocou-se contra a Serra da Cantareira,
numa tentativa de arremetida, matando todos que estavam no avião.
O enterro no dia 4 de Março fora acompanhado por mais de 65 mil fãs.
Fora anunciado um filme da história da banda, baseado em Blá, Blá, Blá -
A Biografia Autorizada dos Mamonas Assassinas de Eduardo Bueno,
e a ser dirigido por Maurício Eça.

MEMBROS
* Dinho (Alecsander Alves) - nascido em 5 de março de 1971 em Irecê, Bahia.
* Samuel Reoli (Samuel Reis de Oliveira) - nascido em 11 de março de 1973 em Guarulhos, São Paulo.
* Júlio Rasec (Júlio César Barbosa) - nascido em 4 de janeiro de 1968 em Guarulhos, São Paulo.
* Sérgio Reoli (Sérgio Reis de Oliveira) - nascido em 30 de setembro de 1969 em Guarulhos, São Paulo.
* Bento Hinoto (Alberto Hinoto) - nascido em 7 de agosto de 1970 em Itaquaquecetuba, São Paulo.

O ACIDENTE

A aeronave havia sido fretada com a finalidade de efetuar o transporte do grupo musical. No dia 01/03/96, transportou esse grupo de Caxias do Sul para Piracicaba, aonde chegou às 15:45. No dia 02/03/96, com a mesma tripulação e
sete passageiros, decolou de Piracicaba, às 07:10, com destino a Guarulhos,
onde pousou às 07:36. A tripulação permaneceu nas instalações do aeroporto,
onde, às 11:02, apresentou um plano de vôo para Brasília,
estimando a decolagem para as 15:00. Após duas mensagens de atraso,
decolaram às 16:41. O pouso em Brasília ocorreu às 17:52.
A decolagem de Brasília, de regresso a Guarulhos, ocorreu às 21:58.
O vôo, no nível (FL) 410, transcorreu sem anormalidades. Na descida,
cruzando o FL 230, a aeronave de prefixo PT-LSD chamou o Controle São Paulo,
de quem passou a receber vetoração por radar para a aproximação final do procedimento Charlie 2, ILS da pista 09R do Aeroporto de Guarulhos (SBGR).
A aeronave apresentou tendência de deriva à esquerda, o que obrigou o Controle São Paulo (APP-SP) a determinar novas proas para possibilitar a interceptação do localizador (final do procedimento). A interceptação ocorreu no bloqueio
do marcador externo e fora dos parâmetros de uma aproximação estabilizada.
Sem estabilizar na aproximação final, a aeronave prosseguiu até atingir um ponto
desviado lateralmente para a esquerda da pista, com velocidade de 205Kt a 800 pés acima do terreno, quando arremeteu.
A arremetida foi executada em contato com a torre, tendo a aeronave informado que estava em condições visuais e em curva pela esquerda, para interceptar a perna do vento. A torre orientou a aeronave para informar ingressando na perna do vento no setor sul. A aeronave informou “setor norte”.
Na perna do vento, a aeronave confirmou à Torre estar em condições visuais. Após algumas chamadas da Torre, a aeronave respondeu e foi orientada a retornar ao contato com o APP-SP para coordenação do seu tráfego com outros dois tráfegos em
aproximação IFR. O PT-LSD chamou o APP-SP, o qual solicitou informar suas condições no setor. O PT-LSD confirmou estar visual no setor e solicitou “perna base alongando”, sendo então orientado a manter a perna do vento, aguardando a passagem de outra aeronave em aproximação por instrumento. No prolongamento da perna do vento, no setor Norte, às 23:16, o PT-LSD chocou-se com obstáculos a 3.300 pés,
no ponto de coordenadas 23º25’S 046º35’W. Em conseqüência do impacto,
a aeronave foi destruída e todos
os ocupantes faleceram no local.

NOTA ADICIONAL
Uma operação equivocada do piloto é a versão do Departamento de Aviação Civil (DAC) para explicar o acidente com o jatinho que causou a morte dos cinco integrantes do grupo Mamonas Assassinas na noite de 02/03/1996, em São Paulo. A 10 quilômetros do
Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o piloto repetia, a pedido da torre de controle, o procedimento de aterrissagem. No entanto, em vez de fazer uma curva para a direita, virou o avião Lear Jet 25, prefixo PT-LSD, para a esquerda,
chocando-se com a Serra da Cantareira. Além dos componentes da banda, Dinho, que completaria 25 anos dali a dois dias, os irmãos Samuel e Sérgio, Júlio e
Bento, também morreram no acidente o piloto, o co-piloto e dois assistentes dos artistas. Numa carreira fulminante de apenas oito meses, período em que vendeu quase 1,8 milhão de cópias de um único disco com músicas irreverentes e debochadas, o grupo, formado por jovens da classe C, ascendente de Guarulhos, conquistou multidões de crianças e adolescentes em todo o país.
A morte trágica de seus cinco integrantes causou comoção nacional. Dias após, houve um minuto de silêncio no Maracanã, antes do jogo entre Flamengo e Botafogo.

DISCOGRAFIA

ALBUNS DE ESTUDIO

* Mamonas Assassinas (1995)

Coletâneas

* Atenção, Creuzebek: A Baixaria Continua (1998) - coletânea de versões alternativas e ao vivo. Possui três músicas inéditas:

“Joelho”, “Onon Onon” e “Desnudos en Cancún”.

ALBUNS AO VIVO

* Mamonas ao Vivo (2006) - lançado para lembrar os 10 anos da morte.
Inclui “Não Peide Aqui, Baby” (paródia de “Twist and Shout”
dos Beatles). e uma versão do tema da Pantera Cor-de-Rosa.

VIDEOGRAFIA

* MTV Na Estrada (2004) - DVD lançado pela MTV Brasil.

LEGADO

Após a morte dos Mamonas, diversas bandas cover surgiram, dentre as mais famosas Sonrisal (que foi para o Covernation da MTV Brasil e teve o nome escolhido por Dinho), Elos Perdidos e Cekap. Os Titãs gravaram “Pelados em Santos”
no álbum de covers As Dez Mais (2000), e dedicaram seu Acústico MTV aos Mamonas.

NA CULTURA POPULAR

* A Turma da Mônica fez a história “Mamonamania” pouco antes do acidente.
Em outra história, Mônica conhece o grupo Azeitonas Assassinas,
que toca uma versão de “Pelados em Santos”:”Mina…seu jumento é da hora…mas
como ele demooora…”
* Em uma história, o Professor Pardal tenta espantar um bando de gatos tocando “Babonas Rebeldes”.
* Em um jogo do Rockgol de Praia, foi citada “Mundo Animal”:
Paulo Bonfá - Acabei de ser informado que o churrasco que serviram era o Tatoo, da Ilha da Fantasia.
Marco Bianchi - Isso me lembra, como diriam os Mamonas Assassinas, “Comer tatu é bom”, mas acho que não era disso que falavam.
* Os Mamonas voltam do além em um episódio da Mega Liga MTV de VJs Paladinos para impedir o vilão Roberto Leal.
* O popular Charges.com.br fez diversas “charge-okê” com músicas dos Mamonas. “Pelados em Santos” cantada por fãs de Guga,
“Robocop Gay” cantada por Joana Prado, “Vira-vira” cantada por portugueses 2 vezes: uma parodiando os reality shows, e outra zombando o Rock in Rio em Lisboa; e “Lá Vem o Alemão” cantada por Elias Maluco.

"DETONAUTAS"


Detonautas Roque Clube (conhecida simplesmente como Detonautas)
é uma banda de rock alternativo brasileira.
Geralmente as letras de suas canções referem-se a amor, violência e corrupção.
A história do Detonautas Roque Clube se mistura com o início da febre da
Internet no Brasil. Em 1997, Tico Santa Cruz apareceu em uma sala de bate-papo perguntando se alguém ali tocava algum instrumento, Eduardo Simão,
que também frequentava a sala, respondeu e passou a ser conhecido por seu nick das salas de bate-papo: Tchello. Tico morava em Copacabana (RJ) e o mineiro Eduardo administrava uma pousada em Ilhéus (Bahia).
Após o encontro dos dois precursores no Rio de Janeiro,
a banda passou por várias formações, até que mais integrantes fossem
recrutados através da Internet. O fato de como a banda foi formada
repercutiu no seu nome: Detonautas = detonadores + internautas.
Graças à insistência principalmente de Tico Santa Cruz e à providencial
ajuda de seu amigo, Gabriel, O Pensador, os Detonautas foram conseguindo
seu espaço, primeiro nas rádios e depois amadurecendo na estrada, mesclando apresentações em locais de boa estrutura (a banda já chegou a abrir o show do Red Hot Chili Peppers para 50.000 pessoas no Pacaembu lotado) e em outros nem
tanto, mas que serviram para dar cancha e experiência. Depois de muita batalha,
que incluiu a famosa peregrinação com a demo embaixo do braço, finalmente a chance: após muitas idas e vindas a Warner Music Brasil contratou a banda, remixou e lançou o álbum, que embalado com os singles "Outro Lugar" e "Quando O Sol Se For",
foi um grande sucesso nacional.
Os Detonautas são muito conhecidos pelos telespectadores do MTV Rockgol,
o campeonato de músicos. Foram considerados bons jogadores,
com um 3º lugar em 2003 (no qual Tico foi artilheiro).
Os apresentadores Paulo Bonfá e Marco Bianchi apelidaram quase
todos os jogadores, como Coala (Tico), Motoserra (Tchello), Crina (Renato Rocha), Brasil-sil-sil (Fábio Brasil), O Neto do Rodrigo (Rodrigo Netto),
além do famoso DJ "Clééééston", veterano considerado pela dupla o maior
craque do campeonato.
Em 2004, a banda lançou seu segundo álbum de estúdio,Roque Marciano,
que rendeu o primeiro disco de ouro dos Detonautas. O disco contém os hits
"O Dia Que Não Terminou", "O Amanhã", "Tênis Roque, "Só Por Hoje", entre outros.
No dia 6 de novembro do mesmo ano, os Detonautas fizeram a gravação do seu
primeiro DVD, intitulado com o mesmo nome do segundo álbum, que foi
lançado no ano seguinte.
Em 2005, a banda entra em estúdio para a gravação do seu terceiro álbum:Psicodeliamorsexo&distorção, marcado por um som mais pesado e uma forte presença da voz. O disco veio embalado com canções como "Não Reclame Mais",
"Dia Comum" e a grande "Você Me Faz Tão Bem", considerado por muitos o maior sucesso do grupo. Para a gravação do videoclipe,
a banda se inspirou no movimento Free Hugs(Abraços Grátis), feito na Austrália.

Uma tragédia marca a trajetória da banda em 4 de Junho de 2006.
Aos 29 anos o guitarrista Rodrigo Netto foi assasinado ao passar
com seu carro numa das mais importantes avenidas do Rio de Janeiro.
Os bandidos queriam seu carro. Rodrigo não reagiu ao assalto,
pois nem viu os assaltantes, levou um tiro no peito e faleceu no local.
No carro estavam sua avó e seu irmão Rafael da Silva Netto que também
foi atingido por 2 tiros, sem gravidade.
Segundo investigações da Policia Militar a ordem para o roubo do veículo
partiu de traficantes de um morro próximo,
entre os assaltantes estava um menor de idade autor dos disparos contra o carro.
Os integrantes tentam superar a dor da perda lembrando dos momentos bons e registrando isso em seus corpos, Tchello, o baixista da banda tatuou em
suas costas uma imagem do rosto de Rodrigo como uma forma de homenagear o
amigo que teve ao longo de 16 anos e Tico tatuou na costela a assinatura do amigo.
Dois anos após a morte do guitarrista Rodrigo Netto, a banda saiu da sua gravadora, Warner, e assinou um contrato com a Sony. No mesmo ano,
eles entraram novamente em estúdio para gravarem o seu quarto disco:
O Retorno de Saturno. Ao contrário do disco anterior, este contém uma influência mais leve e acústica. O disco contém canções como "O Retorno de Saturno" e
"Verdades Do Mundo", uma homenagem ao amigo falecido.
Atualmente, a banda vem se concentrado na gravação do seu novo DVD,
que será acústico. Mas ao contrário do que muitos pensam,
ele não será da série Acústico MTV.

"CIDADE NEGRA"


O Cidade Negra, um dos grupos mais populares do reggae brasileiro, foi formado na década de 80 na cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Bino Farias (baixo), Lazão (bateria), Da Gama (guitarra) e Ras Bernardo (vocais) atendiam pelo nome de Lumiar e se apresentavam pelo circuito de festas reggae do Rio de Janeiro. Foram descobertos pelo produtor Nelson Meirelles (mais tarde baixista-fundador d'O Rappa), que gravou suas primeiras fitas demo.
Já rebatizados de Cidade Negra, eles ganharam destaque num documentário da rede inglesa de TV BBC sobre a Baixada, o que ajudou a abrir as portas para o lançamento do primeiro disco da banda, "Lute Para Viver". Os hits "Falar a Verdade" e "Nos Jardins Dessa Nação" transformaram a banda numa sensação na cena pop-rock brasileira.
Ras Bernardo gravou ainda "Negro no Poder", em 1992, e participou com a banda do festival de reggae Sunsplash, na Jamaica. No ano seguinte, ele foi substituído pelo vocalista da banda de black music Bel, Toni Garrido. O primeiro sucesso com o novo vocalista foi a música "Onde Você Mora?", do CD "Sobre Todas as Coisas"

Logo em seguida, vieram os discos O Erê, em 1996, Quanto Mais Curtido Melhor,
em 1998, e Enquanto Gira o Mundo, em 2000.
Em 2002, a banda comemorou a década de carreira gravando suas principais músicas no Acústico MTV, que teve como novidades a regravação de "Extra", de Gilberto Gil, e uma versão em português de "Johnny B. Goode", de Chuck Berry.
Em 2004, o grupo voltou ao reggae tradicional com o disco "Perto de Deus", mixado na Jamaica, que teve a faixa-título como grande sucesso, além dos hits "Além das Ondas" e "Homem Que Faz a Guerra", com participação de Rappin´n Hood.


DISCOGRAFIA

1991 Lute pra Viver
1992 Negro no Poder
1994 Sobre Todas as Forças
1996 O Erê
1998 Quanto Mais Curtido Melhor
1999 Hits & Dubs (recompilação)
2000 Enquanto o Mundo Gira
2002 Acústico MTV
2005 Perto de Deus
2006 Direto-Ao Vivo

"JOTA QUEST"


O grupo mineiro Jota Quest começou a se formar em 1993, com Paulo Diniz no baixo e Paulo Fonseca na bateria, programação e samplers. Depois vieram Márcio Buzelin, teclados e programações, e o guitarrista Marco Túlio Lara. O vocalista Rogério Flausino veio por último, depois de ser aprovado no teste feito com 13 vocalistas.

O grupo passou dois anos apresentando-se na noite de Belo Horizonte, muitas vezes sem cachê, e também em festas de calouros, em faculdades. Num de seus primeiros shows, eles precisaram inventar um nome para colocar no cartaz do espetáculo. Surgiu então a idéia de homenagear Johnny Quest, o personagem do desenho animado. O nome, entretanto, era grande para o espaço, sendo abreviado para J. Quest. Em 1998, mudaram para a grafia atual, Jota Quest.

O primeiro disco, lançado por selo independente em 1995, foi pago com os shows realizados nas faculdades, que reuniam público pagante de até duas mil pessoas. O disco saiu com apenas mil cópias prensadas, e o grupo foi contratado pela Sony em seguida. Enquanto não gravava o disco, o Jota Quest rodou algumas cidades abrindo shows para grupos mineiros como o Skank. O som do grupo, uma mistura de pop e black music, e o visual dos anos 70, foi bem divulgado pela gravadora e logo eles estouraram com As Dores do Mundo e Encontrar alguém, em 1996.

O segundo disco pela Sony, De Volta ao Planeta, estourou com Fácil. Em 2000 foi lançado o CD Oxigênio, repleto de baladas românticas como Dias Melhores. E em 2002, o grupo lança Discotecagem Pop Variada, mais um sucesso de público e de vendas.

Com o sucesso deste último trabalho, o Jota Quest gravou em maio de 2003, o CD e DVD MTV ao Vivo, na Praça do Papa em Belo Horizonte. O trabalho, o primeiro ao vivo do grupo, reuniu seus maiores hits e contou com a participação especial de Arnaldo Antunes e Thaíde.

Após três anos sem lançar um CD com inéditas, o grupo se isolou em Belo Horizonte, no estúdio da banda, para gravar Até Onde Vai, que chegou às lojas em outubro de 2005. Pela primeira vez, o Jota Quest gravou em CD uma música do Rei Roberto Carlos: o hit Além do Horizonte, em parceria com Erasmo Carlos.

"RAIMUNDOS"


Da mesma forma como tantas outras grandes bandas, a história dos Raimundos começa em Brasília. Vizinhos de bairro, Rodolfo e Digão se conheceram e logo perceberam que compartilhavam o mesmo gosto musical, bandas como Ramones, Dead Kennedys, Suicidal Tendencies e outras do gênero. E foi tocando ‘covers’ dessas bandas que eles começaram, em 1987. Durante os ensaios, Rodolfo começou a fazer versões pesadas para as letras de Zenilton, um sanfoneiro famoso por sua poética de duplo sentido. Nascia aí o forró-core, gênero criado e imortalizado pelos Raimundos.

A primeira formação da banda contava, além de Rodolfo – à época guitarrista - e Digão, então na bateria, com o amigo Titi nos vocais e Canisso para o baixo. No entanto essa formação não durou mais que um show. Logo, Rodolfo estava nos vocais, Digão na guitarra e Canisso no baixo, com a saída de Titi.

Depois de algumas dificuldades, como a parada da banda entre 90 e 92 e algumas escolhas erradas de rumo, os Raimundos, com a entrada de Fred na bateria, teria aquela que é considerada sua formação clássica: Rodolfo nos vocais, Digão nas guitarrras, Canisso no baixo e Fred na bateria. Foi com essa formação que as coisas começaram a acontecer para eles.

Começaram a participar com grande sucesso de festivais pelo Brasil, conquistando uma galeria de fãs que se mostrariam fiéis seguidores. As guitarras pesadas, a misturas de ritmos nordestinos com punk e hardcore, além das letras irreverentes e muitas vezes sacanas, chamaram finalmente a atenção das gravadoras, vindo então, em 1994, o primeiro disco, “Raimundos”.

Seria o começo de uma carreira de sucesso, com a banda emplacando vários ‘hits’ através dos anos e dos álbuns lançados. Mesmo com letras ousadas, e por vezes repletas de palavrões, os Raimundos conseguiram que suas músicas tocassem nas rádios e na MTV. Alías, foi em parceria com a MTV que surgiram dois grandes sucessos, as participações – e conseqüentes álbuns – “MTV ao Vivo” e “Acústico MTV”.

Apesar do sucesso, os últimos tempos não têm sido fáceis para os Raimundos. O primeiro grande golpe foi a saída de Rodolfo, em 2001, que alegando questões pessoais, saiu para mais tarde criar o Rodox. Apesar da perda do vocalista, a banda encontrou forças para continuar, com Digão assumindo os vocais e a entrada de Marquinhos na guitarra.

Já em 2003, novo golpe: Canisso alega um desgaste natural e também sai da banda, para algum tempo depois juntar-se a Rodolfo no Rodox.

Após a coletânea lançada em CD e DVD em 2005, o novo trabalho lançado em MP3, “.Qq cOizAh” (lê-se Ponto Qualquer Coisa) reaproxima a banda do seu público. Apesar dos percalços, ninguém duvida que os Raimundos tenham força para se continuar.

"LS JACK"


Banda de pop/rock criada em 1997, depois de atuar com o nome L Acid Jazz tocando covers em bares cariocas, ganhou notoriedade aparecendo em programas de televisão.

Em 1999 gravaram seu primeiro disco, "LS Jack" (Indie), de forte caráter dançante, com participações de Vinny e Rogério Flausino, do Jota Quest. A faixa "LS Jack" ganhou as rádios de todo o país, trazendo notoriedade para o grupo, que também emplacou "Um Dia" e "Você Chegou".

Em 2001 partem para o segundo disco, "Olho por Olho, Gente por Gente". O LS Jack é formado por Marcus Menna (voz e violão), Sergio Ferreira (guitarras, violão e voz), Vitor Queiroz (baixo), Alessandro Barros (sax), Morel (guitarra e teclado) e Bicudo (bateria, percussão e voz).

Em 2002 o grupo lança seu 3º trabalho, o CD “V.I.B.E. – Vibrações Inteligentes Beneficiando a Existência”, disco que fez muito sucesso e onde a banda encontrou sua identidade sonora, adotando o rock como estilo.

Mantendo a fórmula de sucesso de V.I.B.E., em 2003 lançam o CD, intitulado “Tudo outra vez” (Indie). A primeira faixa de trabalho do disco, Sem Radar, é um exemplo desse velho novo som do LS Jack. A música lembra muito Carla, embora não seja tão romântica e tenha um peso maior nas guitarras.

Já em 2004 aparecem com o álbum “Jardim de cores”, com 12 canções, e que teve sua produção realizada antes do trágico incidente ocorrido em 1º de julho, com o cantor e compositor Marcus Menna, que teve uma parada cardíaca e passou três meses em coma depois de fazer uma lipoescultura. Mais denso e maduro, este álbum destaca as faixas Meu Sossego e Paz de Espírito, influenciada fortemente pelo rock progressivo. “Jardim de Cores” teve a faixa homônima usada na trilha sonora da novela "Como uma Onda", da Globo, tornando-se sucesso nas principais rádios jovens do país. Nesse disco encontra-se, ainda, a música Incondicional, composta por Marcus Menna para sua filha recém-nascida.

Um DVD com os sucessos do LS Jack é lançado em 2004 (Indie), tendo sido gravado durante o Festival de Verão de Salvador, com 15 músicas e 80 minutos de duração. Em 2005, a Indie lança também um CD contendo os maiores sucessos da banda: “O melhor de LS Jack”.